theme por late-to-write. base em quinni detalhes de queridasolidao. por favor, não retire os créditos.
A física está em tudo,inclusive nos esportes.

Introdução:

A maioria dos esportes como o basquete, o boxe, as corridas, o futebol, a natação, o tênis e o vôlei requer de seus praticantes atividades físicas como correr, pular,deslocar-se na agua, golpear e arremessar com as mãos e os pes. O objetivo do presente trabalho é o de ilustrar
os aspectos físicos fundamentais desses diversos tipos de atividades esportivas.

Revista Brasileira de Ensino de Física, vol. 23, no. 1, Marco, 2001

1 2 »
Informações:

Nosso grupo desenvolveu esse trabalho para mostrar que a física está em todo os lugares inclusive nos esportes.


Curiosidades

O gol que Pelé não fez
Copa de 1970, no México: Brasil x Tchecoslováquia – Pelé, no meio de campo, vê o goleiro tcheco adiantado, e arrisca um chute famoso. O desfecho da jogada foi descrito por Nelson Rodrigues: “E, por um fio, não entra o mais fantástico gol de todas as Copas passadas, presentes e futuras. Os tchecos parados, os brasileiros parados, os mexicanos parados – viram a bola tirar o maior fino da trave. Foi um cínico e deslavado milagre não ter se consumado esse gol tão merecido. Aquele foi, sim, um momento de eternidade do futebol”

Simulação, em computador, do chute de Pelé

A bola partiu a 105 km/h, girando a 7 rotações por segundo. A crise do arrasto ocorreu no ponto marcado sobre a trajetória. A partir daí, a resistência do ar ficou muito maior. 

Se não existisse a crise do arrasto, a bola chutada por Pelé nem conseguiria chegar à grande área.

No chute de Pelé, a força de Magnus apontava para cima, dando sustentação à bola. Se não estivesse girando, a bola mal chegaria à grande área.

Sem a influência do ar, como no vácuo, a trajetória teria a forma parabólica prevista por Galileu. E a bola cairia longe do gol! Este resultado surpreendente mostra que a aerodinâmica fez a bola de Pelé ir mais longe.




A física no futebol:

Você pode não aprender a jogar bola estudando Física. Mas pode aprender muita Física observando um jogo de futebol.

A resistência do ar
O ar exerce uma força de arrasto sobre a bola de futebol, que se opõe ao movimento, e cresce, se a velocidade da bola aumenta. Entretanto, a 60 km/h, a resistência do ar sofre uma queda dramática, e só volta a crescer acima dos 80 km/h: é a crise do arrasto.


A crise do arrasto
Ao passar pelo ar, a bola cria à sua frente uma região de alta pressão, e deixa atrás uma esteira de baixa pressão. A diferença de pressões causa a força de arrasto. Para baixas velocidades, o fluxo de ar em torno da bola é laminar e a zona de baixa pressão cobre todo o hemisfério posterior. Acima de 60 km/h, o fluxo de ar torna-se turbulento, o que estreita a zona de baixa pressão e diminui a força de arrasto.

O efeito Magnus
Se a bola estiver girando, o ar vai empurrá-la em uma direção perpendicular ao eixo de rotação e à velocidade: é a força de Magnus. Na figura, a bola gira no sentido horário e joga o ar para baixo; a força de Magnus é a reação do ar, que empurra a bola para cima.


A física no motocross:


A física no skatismo:

O que acontece nos 10 segundos que o skatista enfrenta uma megarrampa. 
1 - A 26m de altura, o skatista se prepara para descer a rampa. Durante sua concentração o atleta não tem tempo e nem se impressiona com a megarrampa. Também não existe tempo para pensar em princípios da física, como as energias potencial e cinética. 
2 - Ele começa a ganhar velocidade e precisa de muita habilidade e equilíbrio para ficar em cima do skate, devido a resistência do ar. A velocidade não depende da inclinação, que só influencia o tempo da descida.
3 - Terminada a descida, o skatista flexiona o joelho para ganhar mais velocidade. Ele faz isso instintivamente, mas, fisicamente, compensa a perda de energia. É esse o ponto em que ele atinge a maior velocidade, por volta de 80 km/h, pois em breve ele vai decolar.
4 - Como a gravidade não age no corpo, mas na velocidade do corpo, o atleta não está trocando mais força com o skate. Portanto, eles seguem juntos na viagem (formam um conjunto) para chegar à segunda rampa. É o chamado estado de imponderabilidade, ou seja, ele está flutuando sobre o skate. Portanto, nessa situação, o skatista não precisa segurar o skate, nem fazer nenhuma manobra, pois ele continua “grudado” nos seus pés.
5 - A rampa inclinada diminui o impacto do pouso - que é aproximadamente duas vezes o peso do skatista. Aliás, quanto mais perto do início da rampa o skatista cair, mais suave vai ser o impacto de aterrissagem. Também é preciso, mais uma vez, muito equilíbrio, para continuar em pé.
6 - Pode não parecer, mas é nesse ponto que o skatista mais sofre. Como ele vai fazer uma curva muito fechada, a força sobre o atleta é, aproximadamente, sete vezes o seu peso. Ou seja, se ele pesar 70 kg, a sensação é que ele está carregando 490 kg nas costas. Com isso, a pressão sobre os seus músculos e pernas é muito grande.
7 - No ponto mais alto é feita uma manobra. O skatista precisa se preparar para fazer um pouso seguro. Durante o voo, os atletas chegam a alturas superiores a 16m em relação ao solo. O tombo pode ser equivalente a uma queda do segundo andar de um edifício. A diferença entre as alturas, por volta de 10m, do início do percurso, até o final, se explica pela perda de energia que o skatista teve durante o trajeto.


A física no atletismo:

  • De acordo com a 3ª lei de Newton, toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade. Para entender esta afirmação, vamos pegar o esporte como exemplo. Quando o atleta corre, o pé dele age empurrando o chão para trás. Por sua vez, o chão reage e empurra o pé do competidor para frente. Se não houvesse atrito entre o chão e o pé do atleta, não haveria reação e, portanto, o atleta não sairia do lugar.
  •  O chão pode ser o mais liso possível, mais sempre vai oferecer resistência aos movimentos. Sem essa resistência, não conseguiríamos caminhar, correr, pedalar.

A física no Surf:

  • Tudo a respeito do surf, desde a habilidade de ficar flutuando nas ondas à necessidade de mergulhar, tem origem na física básica. As leis de Newton, contribuem bastante para se fazer manobras e ficar flutuando. A primeira lei de Newton afirma que os objetos em movimento, como as ondas, tendem a permanecer em movimento, enquanto os objetos parados, como uma prancha de surf flutuando, tendem a ficar parados. É por esse motivo que o surfista precisa remar para pegar uma onda. De acordo com a terceira lei de Newton, para cada ação existe uma reação de mesma intensidade, mesma direção e sentido oposto. Quando um surfista empurra para baixo uma extremidade da prancha, essa extremidade faz pressão na água, que rebate contra a prancha. Como resultado, a prancha começa a se movimentar, fazendo assim com que o surfista consiga surfar. 

A física no paraquedismo: